Poesia na infância alimenta sensibilidade, afirma escritor

Poesia na infância alimenta sensibilidade, afirma escritor
Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
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O livro “Pelos Olhos de Orides” adapta a obra da poeta Orides Fontela para crianças, promovendo a curiosidade e a contemplação através da literatura, arte e natureza.

Com uma linguagem poética que transforma elementos simples em metáforas profundas, a obra “Pelos Olhos de Orides” (Editora Hedra) traz a poesia de Orides Fontela para o público infantil. Lançado em julho durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o livro busca despertar a curiosidade e a sensibilidade das crianças, utilizando imagens do cotidiano, como nuvens e pássaros, para estimular a contemplação.

André Gravatá, poeta e educador, enfatiza a importância da poesia na formação da sensibilidade infantil. Ele reflete sobre como a leitura de poemas intensos pode proporcionar uma nova perspectiva sobre o mundo. “Uma criança que se depara com os poemas de Orides, repletos de mistério e intensidade, tem a chance de ver o mundo de uma forma diferente”, observa Gravatá.

Ele compartilha uma experiência em que uma criança expressou seu amor pela água enquanto escovava os dentes, destacando que essa interação é um exemplo de poesia vivida. “Crianças que leem poesia encontram alimento para nutrir sua sensibilidade e continuam a se espantar com o mundo ao seu redor”, afirma.

O lançamento do livro foi celebrado em uma mesa de conversa com o organizador Augusto Massi e a ilustradora Cynthia Cruttenden. Massi destacou que a poesia de Orides e a infância compartilham um olhar investigativo e a liberdade de interpretação, permitindo que as crianças façam perguntas e considerações sobre o mundo.

As ilustrações de Cruttenden foram elogiadas por sua capacidade de instigar a imaginação, utilizando formas e cores que fogem do convencional. “As figuras têm força para não ficar encaixadas ali”, disse a ilustradora, ressaltando a dualidade e a liberdade presentes em suas imagens.

Durante a Flip, o Circuito Cultural levou cerca de 270 crianças e adolescentes de comunidades locais para participar do festival, ampliando o acesso à literatura e à cultura. Jéssica Trevisam, gerente do Instituto Motiva, afirmou que o objetivo é conectar jovens a espaços culturais, fortalecendo seu senso de pertencimento e contribuindo para a formação de cidadãos críticos e criativos.

A 24ª Flip também contou com um Programa Educativo que envolveu mais de 15 mil participantes em atividades voltadas para crianças e jovens, reforçando a importância de despertar o interesse pela literatura desde cedo. Gravatá conclui que eventos literários devem priorizar a conexão das crianças com os livros, promovendo uma relação afetiva com a leitura.

Por ASSESSORIA


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